Esta obra relata acontecimentos de uma época muito anterior ao final da Terceira Era, quando ocorreram os eventos narrados em O Senhor dos Anéis. São lendas derivadas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três gemas perfeitas criadas por Feanor, o mais talentoso dos elfos. Tolkien trabalhou nesses textos ao logo de toda a sua vida, tornando-os veículo e registro de suas reflexões mais profundas.
Resenha
Achei a última história deliciosa que não me contive até terminar de ler. Esta, dos Anéis do Poder e da Terceira Era, relata exatamente isso, as origens dos Anéis do Poder e o fim da Terceira Era, o que acaba por se traduzir numa introdução e num pequeno resumo à trilogia O Senhor dos Anéis. Gostei de conhecer um pouco mais da história de Gandalf e do contexto em este começa a fazer parte da história. Confesso que me agitei quando li um diálogo entre Gandalf e Elrond, um dos primeiros a abrir o filme A Irmandade do Anel, pois senti a ligação com o filme e a trilogia, para além de achar as palavras de Gandalf inteligentíssimas.
Fazendo a minha sinopse do livro, posso dizer que nele nos é narrada a história de Arda desde a sua origem (ou até antes dela) até a passagem para a Terceira Era, a mesma que nos é retratada em O Senhor dos Anéis. A descrição de todos os fatos é um sopro de genial realismo que nos transporta para a ação e nos faz crer, tal como crianças, que tudo aquilo é verdadeiro.
Nada escapa ao autor e por isso é possível visualizar um mundo completo e profundo, repleto de magia em cada rio, a transpirar paz em cada estrela, com uma alma em cada floresta, mas também com grandes demônios em cada sombra. Neste mundo o tempo não para, e quanto mais perfeitos os seres se vão tornando mais próximos ficam da imperfeição e destruição.
Tudo é imensamente intenso na história, seja um amor ou uma maldição, uma guerra ou um laço de sangue, e não há tempo que pague estas marcas, pois o próprio mundo muda e se adapta com a ira dos deuses ou a força das guerras.
É uma história completa mas que pede, no entanto, para ser continuada nas seguintes obras do autor. Foi o primeiro livro de Tolkien que li, no entanto é já um dos que mais me tocou, não pelo sentimentalismo que tem, mas pela força e profundidade das palavras.
Recomendo a leitura deste livro, não só aos amantes do fantástico ou já leitores de Tolkien, mas a todos quantos estejam interessados a ser marcados por este mundo, pois tal como dizia um certo crítico "a leitura encontra-se dividida em duas partes: a daqueles que já leram O Senhor dos Anéis e aqueles que o vão ler", mas podemos considerar que esta máxima se estende a outras obras do "mestre" como o Silmarillion.
Um livro fantástico!




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