[Resenha 09] O Duque e Eu - Julia Quinn - Livro 1 - Estante Rosada

01 fevereiro 2019

[Resenha 09] O Duque e Eu - Julia Quinn - Livro 1


Sinopse:


Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba   de retornar a Londres depois de seis anos viajando   pelo  mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato   cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam   em arrumar um bom partido para suas filhas.

Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se  casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível.

É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga.

A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.

Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.


Deixe-me começar dizendo que não sou muito romântica. Como a maioria dos cínicos, eu via o gênero como banal. No entanto, resolvi dar uma chance ao livro, e estou feliz que o fiz! O Duque e Eu é uma história encantadora e sexy. É uma leitura divertida e extravagante, que gostei imensamente... e terminei em poucas horas.

Daphne Bridgerton é uma jovem amável e inteligente, com um senso de humor malicioso. Ela se vê sendo empurrada para a sociedade por sua mãe ambiciosa, para encontrar um marido. Os Bridgertons não estão em dificuldades financeiras, nem precisam conquistar uma posição social mais elevada - vale lembrar que a maioria dos romances do período da regência tem como heroína uma jovem pobre, endividada, de baixa posição social, então Daphne foge a regra - mas Violet Bridgerton quer a todo custo casar sua filha. Simultaneamente, Simon Basset, Conde de Clyvedon e Duque de Hastings (muito para um homem só, não é mesmo.) está fazendo sua entrada na sociedade depois de ganhar notoriedade como um libertino em seus dias de universidade e viajar pelo mundo para escapar de seu pai sórdido. Hastings é o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne, e assim pela regra dos cavalheiros, não se deve cobiçar a irmã de seu amigo. É claro que as coisas nunca são tão simples, e Simon se depara com Daphne e a resgata de um pretendente excessivamente zeloso. Antes de saber quem é, ele se vê irrevogavelmente atraído por ela.

Simon fez um juramento de nunca se casar e faz uma proposta para Daphne, fingir que a está cortejando, a livrando do controle vicioso dos esquemas matrimoniais de sua mãe e, ao mesmo tempo, dissuadindo qualquer ambição matronal em relação a si mesmo. Enquanto isso convence Daphne de que seu esquema fará que bons partidos apareça para ela, porque todos os homens querem o que não podem ter.

Claro que podemos ver onde isso vai chegar.

O Duque e Eu não é exatamente o equivalente literário de uma festa de inverno em Glasgow, mas não é para ser. É um romance leve e arejado que se assemelha mais a um copo fresco de limonada gelada num dia de verão, satisfaz o desejo por algo doce e suave, se é que me entende.

Metáforas alimentares à parte, a história é divertida. Os personagens são ativos e o enredo é previsível, mas pelo que é, atinge a marca. Daphne é inteligente, muito bonita, abnegada e gentil. Simon, embora descrito como um libertino, acumula um segredo obscuro, ele gagueja, não é realmente um libertino, é um cara legal, que tem vergonha de seu passado e tem alguns problemas com o pai para resolver. Daphne o salva de seus demônios, e depois de um curto período de angústia e mal entendido, ambos vivem felizes para sempre.

O romance é escrito de forma que cada capítulo é precedido por um pequeno trecho de Society Papers de Lady Whistledown, uma coluna de fofocas para os ricos e famosos, pense no US Weekly, não no The National Enquirer. A foram e a escolha para manter a publicação dos trabalhos em todo o romance são divertidos, e dão ao livro uma autenticidade impecável.

Recomendo.

Um comentário:

  1. Fiquei bem interessada no livro, e saber que é da Arqueiro me faz jogar as expectativas lá pro topo! Rsrsrsrs

    Beijos!

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